Eu daqui, vadiamente, sento e escrevo estes delírios. Você daí, tão vadio quanto eu, para e lê – deve haver alguma cor nisso. Espero que bem clarinha. Caio F.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eterno

A massa cinzenta de carros pela frente era apenas outro detalhe. Viajar no escuro era um pouco menos desgastante porque eu ia vendo as estrelas. E as entendia, de um certo ponto. Elas também estavam viajando. Também estavam sós, mas continuavam brilhando. Mesmo mortas.

Seguir você por essa beira de estrada meio tortuosa – com placas apontando: você-vai-deslizar, você-vai-cair, é-melhor-voltar-atrás, você-vai-acabar-se-machucando – é mais difícil que pensa. Às vezes nem tenho como ir. Nem como voltar. Vou por impulso. Vou contra a maré. A favor da vontade. A favor do amor. Ah, se isso não for amor eu largo todas as malas pelo chão e saio correndo. Não faço questão de deixar rastros se você não vier comigo.

Sabe de uma coisa? A distância faz mal para o coração dos apaixonados. Tomara que nenhuma estrela se apaixone. Mas a distância, a estrada, as placas… são só detalhes. O nosso amor é o centro desse universo onde a gente vai orbitando e brigando e voltando e se-amando-cada-vez-mais-forte. O nosso amor também há de brilhar rumando à eternidade.

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