Eu daqui, vadiamente, sento e escrevo estes delírios. Você daí, tão vadio quanto eu, para e lê – deve haver alguma cor nisso. Espero que bem clarinha. Caio F.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Carpe Diem

Nosso tempo de ser útil terminará.
Já não teremos mais a destreza da juventude.
Nossos passos lentos já não nos permitirão chegar tão longe.
Nossos braços se despedirão das agilidades de antes.
Experimentaremos a vida a partir de uma outra vertente.
O tempo de utilidades se despedirá de nós, e o que vai nos restar será o tempo dos significados.
O que vamos alcançar já não dependerá mais de nossas destrezas, nem tampouco de nossos atributos técnicos.
Será o tempo da simplicidade e nele será preciso sobrevivermos.
Nessa contabilidade final já não haverá espaço para supérfluos.
A vida nos encaminhará para o estreito caminho final e o que teremos nas mãos será o resultado do que amamos.

Pe. Fábio de Melo

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