Fica a saudade quando você se vai. Fica o peito gritando, calando as músicas que tocam no som do carro. Fica o desejo de voltar. Fica a vontade de a noite não acabar.
Fica um sentimento que se fortalece diariamente, e uma inquietude que torna as mãos desconfortáveis, que imploram por aquelas estão ali.
Fica uma voz gravada na memória, e um desejo cravado no peito. Permanece o perfume, o medo de acordar de um sonho-bom e o sorriso projetado nos olhos, como uma tela de cinema.
Fica o brilho dos olhos, bem como a melodia da voz que a gente não quer deixar de ouvir um segundo sequer.
É como querer escrever sobre uma ciência exata que a gente não domina. É como uma história com data de início desconhecido e, por vezes, se assemelha a um teclar nervoso aparentemente sem sentido.
Ainda não encontrei as palavras certas pra falar de ti e, de fato, não é minha intenção encontrá-las, uma vez que tu tem me feito esquecer todo aquele vocabulário de outrora, e arremessado em meus papéis singelos sentimentos que a gente adora dormir, acordar, sentir e descrever: o amor e a saudade.
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