Eu daqui, vadiamente, sento e escrevo estes delírios. Você daí, tão vadio quanto eu, para e lê – deve haver alguma cor nisso. Espero que bem clarinha. Caio F.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vai entender

Ela disse “Adeus”.

“Adeus”, logo na primeira conversa. Vai entender o que eu não entendo…Vai, volta. Oi, tchau. Fica, vai. Volta.

B: Teu perfume é bom.

A: Eu também acho, mas não escolhi. Foi minha mãe que me deu.

B: Esse é o melhor perfume que existe!

A: Ao menos, ela acertou.

B: Não sai de mim…

A: Bom, pelo menos o perfume…

B: Você também não…

A: Sério?

B: Não sei. Você sabe como eu sou, avisei desde o começo.

A: Mas tu começou dizendo “Adeus”.

B: Sim, e você não entendeu.

A: Então, porque me chama?

B: Já te falei: sou assim!

A: E eu? Como eu fico?

B: Você não é obrigado a nada…

A: Vou embora.

B: Não. Fica mais um pouco.

A: Pra quê?

B: Eu quero! Eu quero!

A: Mas amanhã não vai querer.

B: Amanhã não importa.

A: E se importar?

B: Adeus.

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