Eu daqui, vadiamente, sento e escrevo estes delírios. Você daí, tão vadio quanto eu, para e lê – deve haver alguma cor nisso. Espero que bem clarinha. Caio F.

domingo, 30 de maio de 2010

Escrito em uma biblioteca qualquer

Eu só queria estar com ela agora, mas ela está no andar de cima, eu vou fazer o que ?
Eu não consigo dizer nada, eu tenho medo de dizer alguma coisa. A gente pensa que ficando calados as coisas melhoram, quando na verdade só atrapalha.

Eu queria dizer, que na verdade, tudo que eu quero é comprar um cobertor macio, que tenha um pouco de amor e venha de brinde estrelas para olhar no céu, e uma bela lua pra iluminar a noite.

Certa noite no meu quarto, alguém me disse que tinham umas estrelas coladas no meu teto. Sim, estrelas, de plástico, compradas na feira de sábado. Eu nunca tinha percebido aquilo, a casa é relativamente nova pra mim, devia ter ficado lá do outro dono, e alguém pintou o teto sem tira-las de lá. Daquele dia em diante, eu não durmo um dia sem olhar cada uma delas e ver que todas estão lá, que nenhuma caiu. É mais ou menos parecido com ela, eu tenho que vê-la todos os dias, afim de saber se ainda continua tudo como estava, saber se esta tudo bem.

Qual o seu papel ? É aquele em que o mocinho fica com a mocinha no final e vivem juntos para sempre?

Na realidade não, o meu papel, é o de somente tentar deixar ela ser a pessoa mais feliz do mundo, e assim, só assim, eu fico feliz também.

Um comentário:

  1. As vezes fico com uma inveja tremeenda de você.
    --'
    Que sacoo! mas neen na mais profunda das minhas depressões eu consigo escrever algo assim! Você não tem jeito! --' sz

    ResponderExcluir